CNM - PLANO NACIONAL DE HABITAÇÃO DEVE CONSIDERAR A POLÍTICA DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL, ALERTA CNM
O Plano Nacional de Habitação (PlanHab 2040) deve ter conexão com a política de Proteção e Defesa Civil, instituída pela Lei 12.608/2012, que criou sistema de informações e monitoramento de desastres. O alerta da Confederação Nacional de Municípios (CNM) foi levado às oficinas de trabalho de revisão do PlanHab 2040, ocorridas em fevereiro e na primeira quinzena de março.
Promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com o Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), a revisão deve promover estruturação da estratégia, planejamento e implementação da Política Nacional de Habitação para as próximas duas décadas. O processo que começou em 2021 deve terminar até o final deste ano.
A CNM representa o Poder Público Municipal no colegiado, e sua cadeira de titular e suplente é ocupada pelos representantes das áreas técnicas de Planejamento Territorial e Habitação e Defesa Civil. Ao participar das reuniões ocorridas nas últimas quartas-feiras, os técnicos da entidade destacam a estruturação do PlanHab em grandes temáticas, como:
Além de alertar para a conexão com a política de Proteção e Defesa Civil, os técnicos da CNM levam buscam saídas para as demandas dos governos municipais na área. Principalmente, em relação ao desafio de atender as demandas por novas moradias e melhorias habitacionais para o atendimento da população de menor renda em contexto urbano e rural e realocação das famílias que residem em áreas de risco.
O último levantamento da CNM contabiliza 1.697 decretos de situação de emergência e/ou estado de calamidade pública, em 2020, por conta de chuvas intensas, tempestades, ciclones, deslizamentos, inundações, enxurradas e tornados. Os prejuízos ultrapassaram a marca de R$ 10 bilhões. Desse total, o setor de habitação registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões só de destruição ou dano em moradias. Foram 274.266 moradias foram danificadas e 6.220 destruídas, somando o total de 280.486.
Com base nessas informações, a CNM defende as políticas de prevenção e o gerenciamento de riscos como prioridade na gestão pública. E recomenda o direcionamento de medidas claras tanto para evitar os desastres como para atender os afetados após as ocorrências por parte do setor habitacional.
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